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02 julho 2014

Retenção de líquidos

Aproveito o calor que se faz sentir para falar de um assunto intimamente relacionado, a retenção hídrica ou de líquidos. Quem nunca se sentiu especialmente "inchado" num dia de calor como o de hoje? Mesmo quem não sente, ou não está atento, faz alguma retenção dos líquidos que ingere ao longo do dia, podendo variar entre mais 0,5kg a 3kg. Vamos perceber melhor quais os motivos para isto acontecer.
As queixas aparecem em ambos os géneros, mas são mais comuns nas mulheres: edema (inchaço) generalizado, dilatação do abdómen, afrontamento e dificuldade em respirar, dor de cabeça, aumento da pressão arterial, aumento rápido do peso, mãos e pernas inchadas, roupas que ficam apertadas à tarde, micção insuficiente com ingestão de líquidos adequada, entre outras, são as queixas mais comuns de quem é propício a esta condição (não é doença).

Mecanismo de controlo da água corporal
O nosso corpo é dotado de um sistema de controlo da água corporal, por forma a que o balanço hídrico não se altere muito (diferença entre a água ingerida e a água gasta/excretada). O primeiro sinal de que algo se alterou é a sede: quando o balanço hídrico está negativo estimula a ingestão de água, se pelo contrário a hidratação está normal faz-nos não ter sede. 
Além deste sistema, os rins garantem a eliminação de uma urina mais aquosa e menos concentrada, quando estamos bem hidratados e uma urina mais escura e de menor volume, sempre que as "reservas" de água forem menores. Finalmente, ainda eliminamos um volume médio de 700ml de água em 24 horas através da respiração, sob a forma de vapor, sendo este volume ainda maior nos dias quentes. Bem como as perdas pelo suor e a água gasta reacções químicas metabólicas. 

Balanço hídrico médio
Então, se temos mecanismos tão eficazes de regulação da água corporal, o que justifica a retenção de líquidos? 
Vamos averiguar...

O problema...
Algumas doenças podem desregular este sistema aparentemente perfeito e causar uma retenção de líquidos major, como a insuficiência renal. Outras podem causar uma movimentação anormal da água corporal nos seus espaços (intracelular/extracelular), fazendo com que um maior volume de água saia das células e dos vasos sanguíneos, invadindo o espaço extracelular (fora das células), causando um inchaço relativo, como é o caso da insuficiência cardíaca e das doenças crónicas do fígado. 
Estas doenças são facilmente percebidas pelos pacientes e diagnosticadas pelos médicos. Não há como confundi-las com estados fisiológicos de retenção de líquidos, que geralmente não vêm acompanhados de nenhum outro sintoma, além da sensação de inchaço. São doenças graves e necessitam de tratamento específico.    

Mas então, para além das doenças, o que pode causar retenção hídrica?
Na mulher, o ciclo menstrual merece destaque pela amplitude da oscilação hormonal durante o mês: a responsável é a hormona progesterona. Esta causa uma real e fisiológica retenção de líquidos, que ocorre na segunda metade do ciclo menstrual, principalmente na última semana que antecede a menstruação. Esta retenção é sentida na mama, no abdómen e na pélvis. Se a fecundação não ocorrer, há uma rápida queda hormonal e com ela a menstruação, fazendo com que ocorra a eliminação dos líquidos retidos ao longo do tempo. 
Por outro lado, existem vários factores que nos levam a reter líquidos ao longo do dia, ou seja, os líquidos que vamos bebendo não correspondem à  excreção urinária. São exemplo: 
  • Temperatura elevada do ambiente;
  • Exposição solar;
  • Pressão atmosférica (viagens de avião/montanha);
  • Estar muitas horas sentado/de pé parado;
  • Stress/nervosismo/ansiedade;
  •  Excesso de estimulantes (ex. cafeína);
  • Poucas horas de sono;
  • Obstipação (prisão de ventre)
  • Alimentação irregular/jejum;
  • Alimentação rica em sal/açúcar/gordura.
  • Consumo de álcool;
  • Baixa ingestão de líquidos;
  • Certos medicamentos (ex. antihistamínicos, corticoides, antibióticos, antinflamatórios, contraceptivos orais);
  • Tabagismo, etc.
Como gerir este problema...
Deste modo, como podemos gerir a tendência para reter líquidos? 
Todos nós fazemos ligeiras alterações da nossa composição em líquidos pela acumulação destes no espaço extracelular. Ou seja, saem dos vasos sanguíneos e do interior das células e acumulam-se nos espaços entre as mesmas. 
A tendência para retenção é individual e pode variar ao longo do tempo. Normalmente é fisiológica (adaptativa) e não patológica (doença), como a adaptação às temperaturas elevadas para arrefecimento do nosso organismo. Ainda assim existem alguns factores predisponentes como a má circulação e a acumulação de gordura. Por exemplo, quem tem tendência a acumular gordura na perna faz mais retenção de líquidos nessa zona, pois a gordura dificulta a circulação sanguínea, conduzindo a uma certa estase circulatória e assim à saída dos líquidos para fora dos vasos. Outro exemplo, a prisão de ventre estimula uma maior reabsorção de água ao nível do cólon e assim à sensação de inchaço central. São vários os exemplos que poderia dar, importa agora referir como podemos minimizar esta tendência. Não combatê-la, pois como foi dito esta é, na maioria dos casos, fisiológica.
O que vou escrever de seguida é comum nas minhas publicações, pois esta é a chave universal para todos os nossos problemas, desde para a perda de peso, para a prevenção da saúde e até para minimizar a retenção de líquidos:
  1. Alimentação equilibrada e saudável
  2. Actividade física
  3. Equilíbrio mental

1. Alimentação equilibrada e saudável

Para minimizar a retenção hídrica há que regularizar os hábitos alimentares:
  • É essencial que coma pouco e frequentemente, ou seja, faça pequenas refeições de 3 em 3 horas. 
  • Cozinhe os alimentos pouco condimentados e pouco apurados (sem refogado).
  • Evite o sal e use temperos aromáticos (ervas frescas).
  • Evite o açúcar e os alimentos açucarados. Não é por acaso que temos sede depois de "exagerar" nos doces.
  • Controle a ingestão de bebidas estimulantes (chá verde, chá preto, café, cola, guaraná, redbull, etc).
  • Evite o álcool! Desidrata no momento (efeito diurético), e posteriormente leva a uma retenção de líquidos por agredir o fígado.
  • Hidrate-se ao longo do dia. Beba aos poucos e ao longo de todo o dia, evitando beber por picos. Quanto mais beber, mais vai excretar.
  • Reforce os alimentos ricos em potássio, mineral que estimula a saída da água do nosso corpo. As maiores fontes são os vegetais e as frutas frescas.
  • Faça uma alimentação rica em fibras para promover o correcto trânsito intestinal, comendo cereais integrais e adicionando sementes à sua alimentação.

2. Actividade física

O movimento é essencial para favorecer a motilidade do intestino e dos vasos sanguíneos. Ao trabalhar os músculos, estes ajudam na contracção dos vasos, facilitando e activando a circulação do sangue. O mesmo se passa com o intestino, quanto mais se mexer mais promove o peristaltismo intestinal  Se pelo contrário, comer e sentar-se, estes movimentos vão diminuir e o intestino vai ficando "preguiçoso".  Habitue-se a caminhar um pouco depois de cada refeição, vai facilitar a digestão e o trânsito intestinal.
Quanto ao tipo de exercício ideal, pode começar pelas chamadas "actividades não programadas" como subir pelas escadas, ir de transportes ou a pé, deixar o carro longe, passear o cão mais vezes, etc. Ou por um exercício programado, como caminhar, nadar, dançar... tudo conta, o importante é mexer-se! Se tem dúvidas qual o melhor exercício para si aconselhe-se com um profissional da área do desporto.

3. Equilíbrio mental

O equilíbrio mental passa pela gestão do stress e das emoções. De facto, períodos de maior stress e ansiedade levam o nosso corpo a colocar-se "em alerta", produzindo mais hormonas do stress, que promovem a retenção hídrica: adrenalina, noradrenalina e cortisol.
Outro ponto importante é a questão do sono. Actualmente sabe-se que poucas horas de sono, sono instável e pouco reparador é um dos principais indutores de stress, da produção das hormonas referidas e assim da retenção de líquidos. Pode ler vários artigos sobre a importância do sono para a saúde no Blogue Fat New World.


Posto isto, tenho que acrescentar que há também as soluções fáceis, como os drenantes de plantas e os fármacos diuréticos. Estes apenas camuflam o problema e alteram a auto-regulação do nosso organismo. Verifica-se até uma certa habituação a estes produtos, havendo necessidade de mudar ou reforçar a dose. Não sou contra a toma de um drenante de plantas sob vigilância de um profissional e por períodos curtos, mas este só faz sentido se fizermos a correcta gestão dos pontos 1, 2 e 3 que acabei de descrever.
Assim sendo e concluindo, a retenção de líquidos é algo com que todos temos de lidar, pois faz parte da auto-regulação do nosso organismo. Quando saudáveis, já dispomos de mecanismos que controlam muito bem o balanço hídrico. Contudo, existem factores que podem promover ou menorizar esta condição quando aparece. Assim, comece por melhorar o seu estilo-de-vida e gerir os factores que descrevi, depois verá que a retenção de líquidos tende a diminuir e ser menos incomoda. Se esta for acompanhada de outros sintomas, por favor consulte um médico.


A reter:  
Nós somos essencialmente água. 
Esta pode estar "mal" distribuída no nosso corpo, mas devemos repôr o nosso principal constituinte sempre!
Beba água. É um princípio para a saúde, beleza e controlo da retenção hídrica.

06 junho 2014

Depuralina

Notícia publicada pelo Correio da Manhã (http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/mais-um-caso-associado-a-consumo-de-depuralina):

Mais um caso associado a consumo de Depuralina A Direcção-Geral de Saúde (DGS) confirmou ontem mais um caso de um doente que consumiu Depuralina. São agora cinco os casos sob investigação clínica, informou Isabel Falcão, nomeada para chefiar a equipa da DGS que pretende esclarecer as circunstâncias dos casos de hospitalização de consumidores do produto para emagrecer que já vendeu 154 mil latas em Portugal.

Numa primeira avaliação da situação, a 1 de Abril, a DGS divulgou a existência de três casos de doença aguda em pessoas que haviam tomado Depuralina. Dois dias depois, o número de casos investigados subiu para seis, mas uma posterior avaliação detectou que dois deles foram reportados em duplicado, pelo que na realidade existiam quatro. Ontem, foi conhecido um quinto: o de Rute Ferreira, que há mais de um mês padece de uma violenta erupção cutânea que lhe cobre o corpo de borbulhas. A ministra da Saúde, Ana Jorge, esclareceu que a venda do produto está suspensa, a fim de garantir que este não tem riscos para a saúde. A comissão científica da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica recebeu da empresa Cataró Nopal informação relativa à composição da Depuralina. Caso esses dados não sejam suficientes, serão realizadas novas análises em laboratório. Por iniciativa da autoridade do medicamento Infarmed, a Depuralina será discutida, na próxima reunião da Agência Europeia do Medicamento, nos dias 22 e 23.

VÍTIMA DE ALERGIA TEM 'VERGONHA DE SAIR DE CASA' 
Uma forte reacção alérgica provocou em Rute Ferreira uma erupção cutânea em todo o corpo, que começou a 11 de Fevereiro e que não revela sinais de abrandamento, apesar de já ter consultado quatro médicos. A doente levanta a hipótese de as borbulhas serem uma consequência de ter consumido Depuralina, pois esta foi a única alteração introduzida nos hábitos alimentares, segundo explicou em declarações à SIC. De baixa há 20 dias, Rute Ferreira diz que tem 'vergonha de sair de casa' devido ao estado em que tem a pele. Ainda por apurar está a causa da alergia.

11 dezembro 2013

Omeprazol

Segundo um estudo elaborado pela empresa provedora de serviços de saúde dos EUA concluiu-se que há uma relação entre o uso continuado de omeprazol e o défice de vitamina B12, que pode originar graves problemas neurológicos, como a demência. O Jornal de Notícias, diz também que o cansaço é um sinal de alerta.

Leia o artigo na íntegra:
http://www.rcmpharma.com/actualidade/medicamentos/11-12-13/conheca-os-perigos-de-abusar-do-omeprazol